Pontos para o futebol

Na Russia,torturar é curar

Rapaz vai atras de Silas Malafaia em busca da “cura gay”

Vem ai a parada gay da Bahia

Pontos para o futebol

O que não faltou na ultima semana foi polemica no âmbito esportivo.
Jogador do Corinthias, Sheik, publicou em sua rede social,um selinho que havia ocorrido entre ele e um amigo , o que causou muito reboliço no meio futebolístico , rendendo ate protestos para que Emerson Sheik deixasse o time . Lembrando que a foto foi um recado aos homofóbicos , segundo o chef,amigo de Emerson : ” Já vimos essa cena outras vezes no futebol.É preciso parar com a homofobia.O mundo de hoje não admite mais essa coisa ” .

Polêmico beijo de Emerson Sheik e o amigo

Polêmico beijo de Emerson Sheik e o amigo

Beijo no pódio, na Russia

Beijo no pódio, na Russia

Seguindo a mesma linha,sites do mundo inteiro publicaram a noticia de que duas jogadoras russas,Kseniya Ryzhova e Yulia Gushchina,na cerimônia de premiação do revezamento 4x100m do Mundial de Atletismo de Moscou teriam dado um selinho em protesto a atual situação da Russia.Lembrando meus caros,que a Russia é aquele lugar onde os gays vão se encontrar com seus supostos amores e ganham uma cura não desejada,recheada de violência e torturas ,meio” X-men’ ,a cabeça desses Skinheads né.Mas voltando as queridíssimas russas,a noticia foi erroneamente falsa, pois o beijo realmente ocorreu , mas nada teve haver com protesto ou lesbianismo,o ato teria ocorrido porque é uma pratica comum entre os russos,se cumprimentarem com selinhos e festejarem da mesma forma,(e que cumprimento estranho pra um pais basicamente homofóbico).
Depois de tanto tititi ,ainda houve sites que ressuscitou o beijo mais famoso do futebol,onde Maradona beija o portenho polêmico Caniggia,na copa de 90.
O que fica em questão é que é perceptível que os homossexuais estão ganhando seu espaço,lentamente ,é obvio ,entretanto o futebol sempre foi coisa de macho com ”M” maiúsculo,e hoje podemos levantar a pontinha da nossa bandeira colorida,pois Emerson Sheik terá sua chuteira feita com uma frase contra homofobia,e usará esta em estádios até então extremamente machistas.

Chuteira de Emerson Sheik

Chuteira de Emerson Sheik

 

Esperando ansiosamente pelo dia em que o futebol me mostre além de pernocas bonitas, precisamos também de dignidade e igualdade.

Na Russia,torturar é curar

1174464_450758435042702_358487324_nQue a Russia tem uma história digna de horror em relação ao publico LGBT, não é novidade pra ninguém. Homossexuais eram enviados para clinicas psiquiátricas, entre os anos 1960 e 1980,onde sofriam torturas para se “curarem” dessa “doença” (chegou-se a ter uma lei em 1934 proibindo a pessoa de ser homossexual).Lembrando que em junho uma lei anti propaganda gay foi aprovada: uma lei que pune qualquer ato de“propaganda homossexual” em frente a um menor de idade. A lei foi aprovada pela Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo) por 436 votos a favor, uma abstenção e nenhum voto contra.
Mas a moda agora é, torturar fisicamente os ‘doentes’, acreditando que desta forma os homossexuais serão ‘curados’.A tortura foi publicada por um site italiano onde os videos são retirados do youtube e provam que o tratamento é anti humano e violento.Skinheads russos estariam usando uma rede social para atrair adolescentes gays e, em seguida, torturá-los ,estes que também fotografaram um ato de crueldade e publicado.

O ex-skinhead Maxim Martsinkevich, conhecido pelo apelido de ‘Cleaver’ estaria reunindo militantes ilegais contra os homossexuais ,dados fornecidos por um novo relatório do grupo: Spectrum Aliança de Direitos Humanos, que tem como objetivo apoiar os direitos da comunidade LGBT na Europa Oriental .O mesmo documento também afirma que os jovens estariam sendo atraídos para um suposto encontro romântico,elas, então,foram intimidadas pelo grupo e, muitas vezes, torturadas e estes atos são cruelmente gravados e publicados na web. O relatório ainda afirma que muitas das vitimas ficaram profundamente traumatizadas e ainda há relatos de suicídio apos os atos de violência.
Vídeo / Divulgação:

 

Espero que a próxima passagem de avião de Feliciano não seja pra Russia,vai que ele volte inspirado.

 

Rapaz vai atras de Silas Malafaia em busca da “cura gay”

Imagem_FICUm fato inusitado causou tremendo burburinho na primeira edição da Feira Internacional Cristã (FIC) que aconteceu entre os dia 17 e 20 de Julho em São Paulo.
Durante a programação do evento, um jovem aflito entrou em diversos estandes a procura do Pastor Silas Malafaia e do Deputado Marco Feliciano.

Funcionários notando a movimentação do rapaz, foram até ele saber o motivo pelo qual ele queria falar com os dois homens, e pasmem, o rapaz queria o remédio para a cura gay.

Sem sucesso o jovem saiu do evento, e voltou para dentro de seu seguro closet.

Decepcionante.

Vem ai a parada gay da Bahia

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Acontece no dia 8 de setembro a 12ª parada gay da Bahia. O evento vai coincidir com a semana da diversidade que é realizada pela segunda vez pelo Grupo Gay da Bahia.

As comemorações começam no dia 2 de setembro e terminam só no dia 8 com a 12ª parada Gay da Bahia. Com diversas atrações espalhadas pela cidade o evento tem o apoio do Governo da Bahia e da Prefeitura de Salvador, por meio, da Saltur A programação ainda não foi definida, mas deve envolver seminários, apresentação teatral, corrida esportiva, feira de negócios, entrega de troféus, mostra de filmes, lançamento de livro e sarau de poesia. “A ideia é lançar a programação no início de agosto para que os visitantes possam organizar a sua viagem a Bahia”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Uma das metas do Grupo Gay da Bahia é tornar o evento um produto turístico local. Para isso o GGB busca formar uma programação de qualidade, harmonizada com as festas privadas já promovidas em boates da cidade

“Que sexo eu vou escolher para esse ano?” – É uma das peguntas da cartilha da JMJ

A cartilha com perguntas frequentes entre os peregrinos  da JMJ aborda questões como: Homossexualidade, eutanásia e aborto.

Com intuito de afirmar os dogmas da Igreja católica, o manual de bioética da JMJ aborda tem como objetivo trazer a reflexão sobre temas polêmicos ligados ao comportamento do ser humano.

Dessa maneira a igreja pretende nortear a opinião dos peregrinos quanto a homossexualidade, transsexualidade, famílias homoafetivas , aborto, eutanásia e inseminação artificial.

“Ter uma filho não é um direito! O filho não é um bem de consumo, que viria ao mundo em função das necessidades ou dos desejos dos pais. Embora o fato de alguém não poder ter filhos seja fonte de sofrimento, essa reivindicação dos lobbies homossexuais não é legítima”

A cartilha faz varias perguntas ao leitor, com respostas baseadas nos dogmas da igreja, e foi distribuída a cerca de 350 mil peregrinos.O mesmo livreto também foi encaminhado aos 60 mil voluntários da Jornada e a mais de 6 mil jornalistas credenciados para a cobertura do evento.

 

 

 

 

“Olha Cobra…”

Casal Gay - Festa JuninaJunho e julho são os meses em que acontece uma das festas mais populares do Brasil: as festas Juninas, Julinas ou, simplesmente, arraiás. A festa tem origem pagã na Idade Média e depois passou a ser uma celebração aos santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Foi trazido ao Brasil ainda no período colonial pela corte portuguesa. Da França, por exemplo, veio a dança marcada pelas características das danças aristocráticas, as quadrilles (hoje, as quadrilhas). Saindo dos salões nobres e dos palácios a festa se popularizou e se abrasileirou. Introduzimos novos sons como da sanfona, do triângulo e da zamumba e novos sabores ao evento, que assim como o Carnaval já faz parte do folclore nacional.

Um fato interessante surge séculos depois da criação da festa na cidade de Recife: uma quadrilha com um casal gay (foto). O grupo Tradição, da Zona Norte de Recife, escolheu uma história “diferente” para encantar a plateia do Festival de Quadrilhas Juninas da Globo Nordeste. A Saga de Severino “Boca Virgem” retrata a história de um jovem de mãe protestante e pai coronel de uma cidadezinha de interior, cuja igreja quer arrecadar dinheiro para uma reforma. O padre então tem a ideia de uma barraca do beijo. Severino tem fama de homossexual na cidade e, por isto, sua mãe decide comprar o primeiro bilhete, que daria a ele a possibilidade de experimentar todos os tipos de beijo. Apesar das tentativas, Severino não se encanta por ninguém. Sua mãe preocupada com a reputação do filho decide intimar o filho a se casar até o final da festa. As moças solteiras ficam em polvorosas e decidem conquistar o rapaz por meio de uma batalha de dança.

Por fim, ele se impressiona por uma pretendente. Entretanto, no momento do casório Severino conhece o vendedor de flores Frederico, por quem se encanta. Neste momento, a juíza pergunta se o noivo está pronto para o matrimônio com Frederico, uma voz fala sobre o preconceito enquanto guarda-chuvas com ponto de interrogação se abrem. O casal tem seu final feliz com direito a um beijo sob aplausos.

Um dos fatos que me chamaram a atenção da notícia de uma quadrilha com beijo gay foi a iniciativa ter partido do Nordeste, região brasileira que mais mata homossexuais. Desde de 1980, quando o Grupo Gay da Bahia começou as pesquisas sobre os crimes letais de homofobia o Nordeste sempre esteve na dianteira. Em 2010, por exemplo, 43% dos assassinatos a homossexuais ocorreram nessa região. Mas eu acredito que a inclusão da temática gay numa festividade cultural como as festas juninas e a receptividade do público (que aplaudiu euforicamente a quadrilha) demonstrem que esse alarmante índice pode começar a diminuir. Quando a questão do casamento gay (que desde 14/05/2013 vigora no Brasil) se torna difundia, uma série de outras questões (como o preconceito) também são colocadas em pauta. Pode ser que não seja a maneira mais didática a se fazer isso.

Mas temos que ressaltar que quaisquer atitudes são bem-vindas diante a inoperância do governo brasileiro ao movimento LGBT.  A educação e a saúde exemplificam a situação política que não dá respaldos para a contenção do crescimento dos crimes de homofobia, seja no combate ao bullying, seja por campanhas que cessem o aumento de casos de HIV/AIDS na população LGBT mais jovem, que estão à mercê de alguns fundamentalistas religiosos no governo. O presidente da GGB, Marcelo Cerqueira, diz que “É preocupante quando estados nordestinos aparecem como os que mais praticam homofobia, mas isso pode ser combatido com educação sexual na escola e com educação formal mesmo. Um povo educado pratica menos violência, menos homofobia”.

Parece-me que as mudanças sociais já estão agitando (para o bem ou para o mal) nos padrões e comportamento brasileiro, daqui a algum tempo o próprio casamento gay se tornará apenas casamento, onde os laços sejam mais compreendidos pela afetividade do que por sua identidade sexual. E talvez um dia a reação de cidadão comum ao ver duas pessoas do mesmo sexo se beijando não seja a mesma de pavor e susto de quando gritam “Olha a cobra!”.

Filhos de peixe, peixinhos são?

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Nesta semana a primeira página do jornal EXTRA daqui do Rio de Janeiro tinha uma parte reservada às férias da família do ex-atacante Ronaldo Fenômeno. Em uma das fotos estava Ronald, o primogênito do ex-jogador, e um amigo que acompanhou o clã na viagem a Ibiza, na Espanha.

Na coluna Retratos da vida assinado por Leonardo Ferreira continha mais fotos do “cheio de estilo”, Ronald. Pronto, estava feita a “crucificação” do rapaz. Reparei nas fotos e não serei hipócrita de dizer que eu não pensei “ele é gay/bi”, entretanto, contemplei sua felicidade ao lado da família e amigos.

Assim que eu entrei no Facebook algumas pessoas já comentavam sobre as fotos e da suposta homossexualidade do jovem e dessas “algumas pessoas” vários são gays (incluindo a página do Face de um famoso site voltado para o público gay).

O problema não é o comentar, mas o teor preconceituoso dos comentários a respeito da sexualidade de Ronald. Fiquei imaginando como a “imagem pública” do garoto de apenas 13 anos poderia ajudar tantos outros meninos gays que sofrem repressões familiares, sociais ou religiosas pela sua identidade sexual. Essa minha especulação foi baseada apenas nos comentários e fotos – que poderiam ter sido tiradas em um ângulo ambíguo e vendidas para o jornal –, porque (ainda) não sabemos se Ronald é gay ou não. O caso me traz mais uma reflexão: é preciso que saibamos (da sua identidade sexual) para respeitá-lo?

Isto porque parte das atitudes desmoralizantes tem partido dos gays. Ou seja, gays sendo preconceituosos com outros gays. Não anseio para os homossexuais uma forma existencialista superior eximia de preconceitos. Gays também são pessoas com múltiplos caracteres, personalidades, ideologias, formações e etc., mas também são seres que a priori deveriam analisar e combater seus prejulgamentos internos antes de expô-los. Não se pode combater ignorância com atitudes depreciativas às suas próprias práticas. Senão qual o sentido de nossa abominação ao Feliciano?

Não há graça nenhuma no “será que ele é?”, que é uma ideia sessentista propagada e desenvolvida no que João Silvério Trevisan chama de “o mais campy e anárquico dos programas de calouro: Discoteca do Chacrinha”, que utilizava antiga marchinha de carnaval “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é…” e o público completava “Bicha, bicha!”. Não estamos mais na década de 60.

De acordo com a jornalista Fabiola Reipert do Portal R7, o ex-jogador se sentiu irritado com as piadas sobre Ronald e vai processar “meio mundo” pelos comentários maldosos. O que era para ser um ato de proteção paternal agravou a situação, pois foram buscar no passado do próprio Ronaldo uma atitude que “manchou” sua índole: o “escândalo” envolvendo travestis (em 2008). A partir daí podem aguardar mais baixarias e reações esdrúxulas.

Gosto do que escreveu o internauta Felipe Dias no Facebook ao afirmar que primeiro é preciso que cada um mude a si próprio antes de tentar mudar o mundo, e se conseguirmos “já é uma grande coisa”. Este é o caminho para a evolução, a mudança de atitude e a aceitação da diversidade social de forma pacifica e respeitosa. Talvez um dia o animal do ditado “filho de peixe, peixinho é”, seja trocado por um mamífero mais inteligente. Até lá, seguimos com nossa memória de peixe a fazer bolinhas de gás carbônico e comemorando nossa pequenez e hipocrisia.

Educação e sexualidade por uma ótica adolescente.

darvozO projeto Dar voz aos jovens, reuniu estudantes de 14 a 19 anos  para produzirem vídeos autorais que abordem do ponto de vista de cada um, o sexo na adolescência.

O objetivo é contribuir para o campo temático da educação em sexualidade, desconstruindo preconceitos, e matando a curiosidade de diversos jovens a cerca do sexo.

Após terem realizado um curso de produção, os 19 jovens selecionados escreveram o roteiro e produziram seus vídeos, que serão divulgados em escolas públicas e particulares, além de serem incluídos na formação de professores. O projeto tem apoio da Fundação Carlos Chagas.

Confira os cinco videos abaixo:

 

 

 

 

Marco Feliciano é convidado para o programa “Na Moral”

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O Deputado Marco Feliciano foi convidado para participar do programa “Na Moral” apresentado por Pedro Bial.

O convite foi feito, mas Marco Feliciano disse “não”. O motivo talvez seja a pauta do programa, “A cura Gay” que bombou nas redes sociais e claro, nas manifestações de todo país.

Diferente de programas que realizam debates desiguais . O programa “Na moral” ia colocar pário á pário pessoas qualificadas para discutir sobre o assunto.

Um bom exemplo de debate tosco, é esse que aconteceu no programa do Ratinho, aonde colocaram o Pastor Silas Malafaia que é psicólogo e Teólogo, para debater com a Travesti Rosana Star, que mostrou completo despreparo para debater o assunto.

O projeto como sabemos, já foi arquivado duas vezes, rs , entretanto segundo Marco Feliciano, ano que vem tem mais cura gay! È muito apelo por mídia.

Projeto proíbe “propaganda gay” no Brasil

comercialdemargarina22O projeto tem mais de 12 anos, e seu intuito é criar regras para publicidade no Brasil em geral. O deputado federal Salvador Zimbaldi (PDT/SP) incluiu uma nova norma em um texto substitutivo ao projeto original.

E o que diz essa norma?

“a família é a base da sociedade e, quando exibida na propaganda comercial, institucional ou governamental, deverá observar a unidade familiar prevista no artigo 226, §3º da Constituição Federal”

Com isso, segundo o projeto de lei (5921/2001), se torna completamente inconstitucional peças publicitárias que apresentem em contexto familiar, qualquer outro tipo de formação, que não seja de homem e mulher.

Logo propagandas que apresentam uma família constituída por mãe e filhos ou famílias homoafetivas, não poderiam ser televisionada ou publicada em meios de comunicação.

Segundo o relatório do deputado Zimbaldi, “hoje, os meios de comunicação, como a televisão, rádio e a internet representam cada vez mais um relevante papel na formação, não somente de conhecimento, como também moral das crianças” e, por isso, “é necessário que haja uma legislação específica que regule a publicidade dirigida ao público infantil”.

O Deputado Jean Wyllys se pronunciou via Twitter:

Segundo o projeto – que deve entrar em tramitação na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), de acordo com o Câmara dos Deputados – podem ser penalizados caso não cumpram a lei tanto o anunciante, quanto as agências de publicidade e os veículos de comunicação. A punição prevê advertência, multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil e imposição de contrapropaganda.

Fonte:http://www.meioemensagem.com.br